FACULDADE CASTRO ALVES
CURSO DE ADMINISTRAÇÃO
PSICOLOGIA APLICADA
Profª Mariângela Menezes
O homem: trabalho e participação no quadro geral do desenvolvimento organizacional. In: KANAANE. ROBERTO. Comportamento humano nas organizações. O homem rumo ao século XXI – 2ª ed. SP, Atlas, 1999
O Homem como um ser social
Afirma Kanaane (1999), que o homem, através do processo de socialização, incorpora valores que contribuem para a formação do seu caráter. As relações no ambiente de trabalho estão associadas à experiência de vida e aos condicionamentos e aprendizados do indivíduo.
Por outro lado, as novas necessidades das organizações, reflexos de uma contemporaneidade dinâmica e mutante, interferem na conduta desses indivíduos e suas raízes psicossociais.
Envidar esforços para enfocar o indivíduo, alargando e democratizando canais de franca comunicação, faz crescer a probabilidade de otimização de processos de cooperação e comprometimento.
De fato, percebe-se a alteração de posturas individuais e grupais na busca por novos posicionamentos na organização. Ante essa nova demanda social e profissional nas organizações, a (pré)ocupação com a empregabilidade propiciará tanto capacitação profissional quanto maiores chances de amadurecimento interpessoal.
Homem e trabalho: relações interpessoais e pontos de conflitos
O comportamento humano nas organizações tem como foco os papéis profissionais desempenhados e as interfaces com o meio ambiente em um mercado em constantes mudanças.
Kanaane (1999), é categórico com relação à fatal ocorrência de conflitos nas relações interpessoais. Assim, estudar sua dinâmica, catalogando-o e aplicar a abordagem Holística representada pela busca da Qualidade Total sistematicamente é ser proativo.
O autor diz que os conflitos que têm origem reativa, e não no caráter, são fontes honestas e saudáveis de expressão de sentimentos e busca de soluções entre as pessoas, constituindo um dos maiores desafios do gestor.
Conflitos organizacionais são saudáveis e devem ser estimulados e controlados em níveis desejáveis para que haja o surgimento de novas idéias, o estímulo de motivação e o aumento da produtividade.
O que denominamos qualidade de vida, passa pelo autoconhecimento, auto-estima e intuição, qualidades individuais que afloram a percepção do poder de ser influenciador e influenciado nas relações dentro das organizações.
Homem, ser social e político: contribuições para a compreensão dos processos participativos nas organizações.
Novamente Kanaane (1999), ensina que, ampliando a atuação social com suas múltiplas interações, chega-se à esfera política onde a necessidade de participação explicitada pelo trabalhador em diversos movimentos reivindicatórios, assinala o crescente interesse dos membros da organização em exercerem sua cidadania, no sentido de poderem compartilhar os objetivos e as metas organizacionais e, consequentemente, comprometerem-se com tais realidades.
Isso abre a possibilidade da auto responsabilização tanto por seus direitos quanto por seus deveres e atos.
A valorização pela participação responsável do trabalhador, intrínseca ao conceito sócio-técnico de empresas, tem dois tipos de bônus: financeiro (clássicos) e não financeiros (humanas e decorrentes). A participação como mecanismo de interação social e político retrata o grau de amadurecimento existente nas relações presentes nos diferentes setores da organização.
Assim, consideramos os processos participativos interpessoais e intergrupais, condição importante para a manutenção das relações de integração sócio-técnica da organização.
Como conceber o desenvolvimento organizacional?
Para Kanaane (1999), o que se conhece por Desenvolvimento Organizacional (DO), cuja finalidade refere-se à mudança para ajuste de missão ou objetivos, implica considerar as diferentes interfaces representadas pelas interações entre : indivíduo e indivíduo, indivíduo e grupo, grupo e grupo, grupo e organização, organização e organização e organização e meio ambiente. Em cada uma dessas interfaces há uma gama de comprometimentos que vai desde o stress individual/organizacional até a falta de uma consciência ambiental, implicando na dificuldade de adaptação às novas demandas e tecnologias.
O autor sugere o uso do endomarketing para ampliar os canais de comunicação, facilitando parcerias e o comprometimento entre empregados e empresa.
Desenvolvimento organizacional. Por quê?
Na visão psicológica das organizações, desenvolvimento é a base fundamentalista do processo de melhoria do indivíduo no desempenho de suas atividades e do seu papel junto às organizações, traçando caminhos e critérios visando auto-realização, bem-estar, conforto psíquico e, ao mesmo tempo, servir melhor ao sistema para o qual ele coopera.
Para uma empresa atingir o sucesso, obter uma maior parcela de participação no mercado e ao mesmo tempo ser considerada um bom local de trabalho, é preciso seguir princípios, adaptar-se às mudanças, tomar decisões adequadas e estar sempre buscando informações para que todo o sistema e a metodologia utilizada sejam lapidados, usufruindo cada vez mais do conhecimento adquirido. É o que podemos denominar de processo de melhoria contínua. É fundamental também manter motivado o comportamento visando a importância do indivíduo no sistema, valorizando o capital humano através do reconhecimento, adequando suas potencialidades, permitindo seu crescimento e o fortalecimento dos vínculos entre a organização e as pessoas.
É esta a mensagem que o autor transmite em seu texto, de suma importância na formação do Administrador.
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário