TEORIA DA ADMINISTRAÇÃO I
O INDIVÍDUO E A ORGANIZAÇÃO
O movimento clássico teve início com os princípios da administração científica proposto por Taylor, que visava o desenvolvimento de uma verdadeira ciência. Dentro dos elementos da administração científica de Taylor podemos ver que todas as suas idéias estavam voltadas para a organização e seus processos produtivos. Trabalhando apenas com os conceitos de eficiência e eficácia; a primeira está ligada aos custos de produção, ou seja, produzir mais com menor custo; a segunda está ligada à satisfação do objetivo da organização, os resultados.
Ainda no movimento clássico temos a teoria de Fayol, voltada para a organização, define as funções da administração, organograma e o POCCC que significa: prever, organizar, coordenar, comandar e controlar. E o movimento fordista (Henry Ford), que estava voltado para a otimização dos processos produtivos, gestão da mão-de-obra, racionalizando e mecanizando o trabalho, produção em massa e padronizada.
Todos os clássicos viam o indivíduo como o homem econômico, que sua única motivação era a financeira. Por isso, eles tinham uma visão incompleta do homem, viam a organização como um sistema fechado, não compreendiam claramente a administração como ciência, possuíam uma limitação na visão organizacional e um excesso de racionalização do trabalho.
Os clássicos negligenciaram os indivíduos dentro das organizações, pois não possuíam um conhecimento humanístico, eram engenheiros. Exploravam o trabalhador como se fosse uma máquina que fizesse parte daquele processo produtivo, as conseqüências desta visão distorcida refletiram diretamente no indivíduo e na sociedade, como podemos ver no filme “Tempos Modernos” (Charles Chaplin).
Por outro lado, os estudos dos clássicos abriram caminho para que os críticos pudessem desenvolver novas teorias que vieram a somar para a ciência da Administração.
Os teóricos transitivos como: Mary Parker Folett que introduz uma abordagem psicológica na administração, reconhecendo a importância do indivíduo dentro dela, desenvolvendo as primeiras noções de recursos humanos(RH), foi também a primeira a abordar o tema motivação e frisou o aspecto da liderança.
Para os Humanistas a eficiência de uma organização estava condicionada por fatores internos e externos à organização, estudaram os grupos informais e a produtividade, viam que a colaboração e trabalho em grupo não ocorre por acaso. Maslow, um dos humanistas defendia a hierarquia das necessidades dos indivíduos.
Os humanistas conseguiram agregar à administração diversos conhecimentos sobre: motivação, liderança, comunicação, decisão, homem social, homem administrativo e homem complexo. Porém possuíam uma racionalidade limitada.
Para os Estruturalistas as organizações são vistas como sistemas, Durkhein e Strauss viam as organizações como sistemas abertos de trocas com o ambiente. Mesmo assim, ficaram presos ao sistema interno organizacional, concentrando assim seus estudos dentro das organizações.
O Estruturalismo visualiza o homem organizacional, Indivíduo flexível, resistente à frustração, capaz de adiar recompensas, com desejo permanente de realização. Participação simultânea em vários sistemas sociais e variação de papéis sociais. Indivíduo habilitado a mudanças rápidas e contínuas. Homem político, possui ações estratégicas para atingir de suas metas e objetivos organizacionais.
O Estruturalismo agregou muitos conhecimentos importantes para a administração moderna, como o gerenciamento de conflitos, fluxo de informações dentro das organizações, controle através de procedimentos burocráticos e planejamento administrativo.
Para os Estruturalistas seria a combinação dos incentivos monetários dos clássicos com os incentivos psicossociais dos humanistas, que motivariam o trabalhador.
O Movimento Estruturalista abre as portas para as mais modernas formas administrativas. Pois, o Estruturalismo surge como uma oposição ao “Modelo Clássico” e ao “Modelo Humanístico”.
A Abordagem Estruturalista pode ser dividida em duas partes: Teoria da Burocracia (preconizada por Max Weber), com ênfase na estrutura. E a Teoria Estruturalista, com ênfase na estrutura, nas pessoas e no ambiente. A partir desta teoria, a Abordagem Estruturalista se impõe definitivamente sobre a Abordagem Clássica e a Abordagem Humanística.
Concluímos então, que o movimento estruturalista surgiu da necessidade em se estudar a organização como um todo, utilizando e melhorando as teorias: Clássica, Humanística e da Burocracia.
terça-feira, 24 de novembro de 2009
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